← Cinema & Streaming Entretenimento

De mal a pior: por que a franquia de Resident Evil durou tanto nos cinemas, mesmo sendo ruim?

05 de September de 2026 4 leituras
De mal a pior: por que a franquia de Resident Evil durou tanto nos cinemas, mesmo sendo ruim?

Apesar de uma franquia aclamada nos videogames, Resident Evil caiu na categoria de piores adaptações para o cinema. A primeira delas, lançada em 2002, nasceu praticamente morta, mas, mesmo assim, rendeu mais cinco filmes ao longo das décadas. Se era tão ruim, por que continuava produzindo?

[Coloca o vídeo aqui]

O começo

A trajetória da marca nas telonas começou a ser traçada ainda em 1997, quando a produtora Constantin Film passou a desenvolver o primeiro longa. Nomes de peso chegaram a assinar os primeiros roteiros, incluindo Alan B. McElroy e o lendário George Romero, considerado o "pai dos filmes de zumbi". As versões de ambos tentavam manter fidelidade ao primeiro jogo e traziam personagens emblemáticos como Chris Redfield, Jill Valentine e Albert Wesker.

Contudo, os projetos foram descartados: o texto de Romero foi rejeitado por ser considerado gráfico e violento demais para a classificação indicativa desejada pelos executivos, enquanto o de McElroy acabou visto como datado após a chegada do segundo jogo da franquia em 1998.

O rumo definitivo da produção mudou quando a direção e o roteiro caíram nas mãos de Paul W.S. Anderson, dando início à era protagonizada por Milla Jovovich. Em vez de focar nos heróis dos games, as produções criaram a personagem Alice, desenhada como uma figura invencível e imune aos perigos, cujos superpoderes e centralidade reduziram ícones como Leon, Claire, Jill e Chris a meros coadjuvantes sem profundidade.

Para além do afastamento do terror e da lore original em favor da ação desenfreada, a saga sofreu com sérios problemas estéticos e técnicos: sequências de combate repletas de cortes bruscos e excesso de slow motion, inconsistências na continuidade da trama e uma forte influência da estética dos anos 2000, marcada por trilhas sonoras pesadas e uma sexualização ostensiva das personagens femininas.

Barato e fácil

Apesar de massacrados pela crítica e rejeitados pelos fãs mais puristas, os filmes estrelados por Jovovich tornaram-se uma máquina de fazer dinheiro. Com orçamentos enxutos para o padrão de Hollywood, todos os seis longas obtiveram lucros estrondosos, alcançando o topo da arrecadação com o capítulo final, que custou cerca de US$ 40 milhões e faturou mais de US$ 314 milhões mundialmente. A lógica financeira garantiu a longevidade de uma fórmula focada no grande público e desconectada da essência dos videogames.

A tentativa de retornar aos jogos

A promessa de um recomeço mais fiel veio em 2021 com o reboot Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City. A produção resgatou os cenários e os protagonistas originais dos jogos, mas falhou ao alterar drasticamente a personalidade dos personagens.

O resultado foi um fracasso de crítica e uma bilheteria modesta de apenas US$ 40 milhões para um custo de US$ 20 milhões, provando que a fidelidade superficial também não garantia o sucesso.

O futuro da marca nas telonas agora está nas mãos do diretor Zach Cregger, aclamado por filmes de terror recentes como Noites Brutas e A Hora do Mal. Embora o cineasta prometa resgatar o clima de tensão, desespero e confinamento característicos do survival horror, ele já adiantou que o projeto não trará uma adaptação direta da história dos jogos ou focada nos personagens clássicos.

Resident Evil estreia em 16 de setembro.

Inscreva-se no canal do IGN Brasil no YouTube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, BlueSky, Threads, Instagram e Twitch!| Siga Bárbara Castro no Instagram.

Acompanhe a Recifes.net

Gostou desta leitura? Siga a Recifes nas redes e receba as proximas pautas no WhatsApp.

Rodapé editorial

Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de br.ign.com.

Compartilhar:
Leia também